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Operação Negócio Turvo: Polícia desarticula esquema de pirâmide que movimentou milhões no AM; VÍDEO

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou a Operação Negócio Turvo para desarticular uma organização criminosa responsável por um esquema de pirâmide financeira que movimentou aproximadamente R$ 75 milhões no estado.

A ação contou com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana, Delegacia de Inteligência e forças de segurança do Rio de Janeiro.

Ao todo, oito pessoas foram presas preventivamente e três seguem foragidas, uma delas estaria residindo na Inglaterra.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos 32 veículos, sendo 28 carros e quatro motocicletas, além de notebooks, celulares, documentos e outros materiais que passarão por perícia. Também houve buscas em 12 alvos, incluindo nove residências e três empresas, uma delas no Rio de Janeiro.

Esquema envolvia empresa de fachada

Segundo as investigações conduzidas pelo 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a empresa Virtus Financeiros era utilizada como fachada para aplicar golpes com aparência de legalidade. A empresa seria um desdobramento da antiga Lotus, já alvo de operações policiais anteriores.

De acordo com o delegado, consultores captavam vítimas, em sua maioria servidores públicos, após consulta ao Portal da Transparência para identificar margem de crédito disponível.

(Foto: Divulgação – PC/AM)

Utilizando sistemas de crédito, obtinham dados cadastrais e convenciam as vítimas a contrair empréstimos consignados e pessoais de alto valor, além de utilizar poupança e cheque especial, sob promessa de investimentos com retorno garantido.

Os próprios consultores acompanhavam as vítimas até agências bancárias para a contratação dos empréstimos e realização das transferências para contas controladas pelo grupo. Inicialmente, alguns pagamentos eram feitos para dar credibilidade ao esquema.

No entanto, quando não havia mais entrada de novos investidores, o sistema entrava em colapso, caracterizando o modelo clássico de pirâmide financeira.

(Foto: Divulgação – PC/AM)

Estrutura organizada e núcleo de lavagem

(Foto: Divulgação – PC/AM)

A investigação, que durou mais de um ano, identificou uma estrutura dividida em núcleo diretivo, operacional e de lavagem de dinheiro.

Os valores obtidos eram rapidamente pulverizados em diversas contas e utilizados na compra e revenda de veículos e bens de luxo, estratégia utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Relatórios de inteligência financeira, análises de vínculos e laudos técnicos subsidiaram o pedido de prisão preventiva, que foi deferido pela Justiça devido à gravidade dos crimes, que incluem organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Centenas de vítimas

(Foto: Divulgação – PC/AM)

Há estimativa inicial de pelo menos 100 vítimas, mas o número pode ser maior, já que cada consultor tinha metas de captação. Em apenas uma das pastas analisadas, um único consultor teria movimentado aproximadamente R$ 3 milhões provenientes de diversas vítimas.

A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham firmado contratos com a empresa investigada e se sintam lesadas procurem a delegacia para formalizar denúncia. Já existem boletins de ocorrência registrados em diferentes unidades policiais da capital.

Investigações continuam

(Foto: Divulgação / PC-AM)

As diligências seguem em andamento para capturar os foragidos e aprofundar a análise do material apreendido. A Polícia Civil informou que poderá acionar a Interpol, caso necessário, devido ao caráter interestadual e internacional do esquema.

(Foto: Divulgação – PC/AM)
(Foto: Divulgação – PC/AM)

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