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Gasolina volta a subir em Manaus e chega a R$ 7,59 em novo reajuste

Motoristas de Manaus enfrentam mais um aumento no preço da gasolina. O litro do combustível passou a custar até R$ 7,59 em postos da capital, marcando o segundo reajuste em poucas semanas e pressionando ainda mais o orçamento dos consumidores.

Até então, a gasolina comum era vendida a R$ 7,29, enquanto a versão aditivada subiu de R$ 7,49 para R$ 7,79. A nova alta começou a ser percebida nas primeiras horas do último domingo (22), em diferentes regiões da cidade.

No início de março, o preço médio do litro era de R$ 6,99. No dia 7, houve um primeiro aumento de R$ 0,30. Agora, um novo reajuste no mesmo valor elevou rapidamente o custo do combustível, acumulando alta significativa em menos de um mês.

Até o momento, não há posicionamento oficial atualizado sobre os motivos do novo aumento. A Refinaria da Amazônia (REAM) ainda não se manifestou sobre essa segunda elevação recente.

Fiscalizações e suspeitas de irregularidades

O cenário de alta ocorre em meio a operações conjuntas de fiscalização realizadas por órgãos federais. Desde o início da semana, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a Polícia Federal atuam em postos e distribuidoras.

Segundo a ANP, foram fiscalizados 138 agentes econômicos em 49 cidades de 12 estados. A ação resultou em 36 autos de infração, dez deles por indícios de preços abusivos, e nove interdições por irregularidades.

Capital entre as mais caras do país

Levantamentos recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis já apontavam que Manaus está entre as capitais com os combustíveis mais caros do país, atrás apenas de Rio Branco e Porto Velho.

Pressões internacionais influenciam preços

Quando o primeiro aumento foi registrado neste mês, a REAM atribuiu a alta ao cenário internacional, especialmente à escalada de conflitos no Oriente Médio. De acordo com a refinaria, os preços dos combustíveis seguem referências globais, como o petróleo tipo Brent, e são impactados pela variação cambial e custos logísticos.

A empresa destacou ainda que parte dos insumos utilizados na produção de gasolina e diesel é importada, o que aumenta a dependência do mercado externo. Além disso, o abastecimento regional envolve múltiplos agentes, incluindo a Petrobras, importadores e operadores logísticos.

Nesse contexto, a política de preços acompanha a chamada paridade de importação, prática adotada por empresas do setor para garantir a reposição de estoques e a continuidade do fornecimento.

Impacto direto no consumidor

Com os reajustes consecutivos, o impacto já é sentido por motoristas e trabalhadores que dependem do transporte diário. A tendência de alta em curto intervalo reforça a preocupação com o custo de vida na capital amazonense, que já figura entre as mais caras do país no quesito combustíveis.

Ainda não há previsão de estabilização dos preços. Enquanto isso, consumidores seguem atentos a novos reajustes e às investigações em andamento sobre possíveis abusos no mercado local.

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