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Tragédia no Rio Grande do Sul: Chuvas intensas deixam rastro de destruição e morte

As últimas horas têm sido de angústia e desespero no estado do Rio Grande do Sul, onde uma série de fortes chuvas, que começaram na última terça-feira, deixaram uma marca de destruição e tragédia. De acordo com o boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil do Estado, atualizado nesta sexta-feira (3), os números são alarmantes: 31 pessoas perderam suas vidas, 56 ficaram feridas e 74 ainda estão desaparecidas. Além disso, mais de 7 mil pessoas encontram-se em abrigos, enquanto outras 17 mil foram desalojadas, em um total de 235 municípios atingidos.

Os estragos das chuvas não se limitaram apenas às residências e à infraestrutura urbana. A Polícia Rodoviária Federal relatou que há 53 trechos de rodovias federais no estado com bloqueios, sendo 39 totais e 14 parciais. As interdições foram causadas por diversos fatores, desde quedas de barreiras e desmoronamentos até erosões e acúmulo de água. Algumas medidas foram tomadas de forma preventiva, devido a rachaduras na pista ou à cobertura das águas dos rios sobre pontes.

Diante da magnitude da situação, o Ministério da Defesa agiu rapidamente, determinando o estabelecimento de um comando operacional das Forças Armadas para prestar apoio logístico às ações de proteção e Defesa Civil nos municípios afetados. Essa iniciativa ecoa ações semelhantes implementadas em setembro de 2023. Segundo uma portaria publicada no Diário Oficial da União, os militares atuarão sob o Comando Operacional Conjunto Taquari 2, liderado pelo general Richard Nunes, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Desde a última quarta-feira, 626 militares já estão na região para prestar auxílio às vítimas. O contingente é acompanhado por 45 viaturas, 12 embarcações e oito aeronaves, além de equipamentos de engenharia para transporte de material e pessoal. Um hospital de campanha está sendo montado em Lajeado, com capacidade para 40 leitos, dois consultórios de atendimento médico e um de triagem.

As diretrizes para o comando operacional foram estabelecidas após o reconhecimento do estado de calamidade pública em todo o estado do Rio Grande do Sul pela Defesa Civil Nacional, conforme publicação em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (2).

Enquanto as equipes de resgate trabalham incansavelmente para socorrer as vítimas e minimizar os danos, a solidariedade e o apoio mútuo da população tornam-se fundamentais para superar essa tragédia e reconstruir o estado do Rio Grande do Sul.

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