Justiça mantém presos investigados pela morte de Djidja Cardoso e nega pedidos de revogação
A Justiça do Amazonas negou os pedidos de revogação das prisões preventivas dos envolvidos na morte de Djidja Cardoso, influenciadora digital e ex-sinhazinha do Boi Garantido, encontrada morta em Manaus em maio de 2024.
A decisão foi proferida no dia 19 de dezembro pela juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, da Comarca de Manaus, e divulgada nesta semana. A magistrada rejeitou os pedidos apresentados pelas defesas dos acusados, mantendo as prisões preventivas por entender que não houve mudança no cenário fático que justificasse a liberdade dos réus.
Prisões seguem por risco à ordem pública
Na decisão, a juíza destacou que permanecem presentes os requisitos previstos no Código de Processo Penal, como indícios suficientes de autoria, materialidade dos crimes e risco à ordem pública. Segundo ela, a gravidade dos fatos investigados e a complexidade do processo reforçam a necessidade da manutenção das prisões.
Tiveram os pedidos de revogação negados os acusados:
- Ademar Farias Cardoso Neto
- Cleusimar de Jesus Cardoso
- Hatus Moraes Silveira
- José Máximo Silva de Oliveira
- Sávio Soares Pereira
A magistrada também rejeitou pedidos de substituição da prisão por medidas cautelares, como prisão domiciliar ou aplicação de restrições alternativas.
Tornozeleira eletrônica também é mantida
Além das prisões preventivas, a juíza negou o pedido da defesa de Verônica Seixas, que solicitava a retirada da tornozeleira eletrônica. Para o Judiciário, a medida segue sendo necessária para o acompanhamento do caso e para garantir o regular andamento do processo.
A decisão ressalta ainda que a análise não representa antecipação de julgamento, mas apenas uma avaliação cautelar diante dos elementos já reunidos pela investigação.
Relembre o caso
Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua residência, na zona centro-sul de Manaus, em 28 de maio de 2024. A investigação da Polícia Civil apontou indícios de uso recorrente e aplicação da substância cetamina, o que teria contribuído diretamente para a morte da influenciadora.
O caso ganhou repercussão nacional após a prisão de familiares e pessoas próximas, denunciadas por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros delitos correlatos.
Em setembro de 2025, o Tribunal de Justiça do Amazonas chegou a anular parcialmente o processo por questões formais, determinando o retorno dos autos à primeira instância. Apesar disso, as prisões preventivas foram mantidas, decisão agora reafirmada pela Justiça.
Próximos passos
O processo segue em tramitação na Justiça estadual, ainda na fase de instrução. As defesas podem recorrer da decisão aos tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Fontes
- Amazonas Atual
- O Antagônico
- Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM)
- Terra / Estadão
