Economia

Amazonas movimenta US$ 1,55 bilhão na corrente de comércio em março de 2026

O Amazonas registrou uma corrente de comércio de US$ 1,55 bilhão em março de 2026, conforme levantamento da Balança Comercial elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), por meio do Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo).

Do total, US$ 131,39 milhões correspondem a exportações e US$ 1,42 bilhão a importações, refletindo o perfil econômico do estado, fortemente integrado às cadeias globais de produção, com destaque para o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para o secretário em exercício da Sedecti, Gustavo Igrejas, os dados demonstram a relevância do Amazonas no cenário industrial nacional. “Os números mostram a dinâmica da nossa economia, que está diretamente conectada às cadeias produtivas internacionais. As importações, especialmente de insumos industriais, são fundamentais para sustentar a atividade do Polo Industrial de Manaus, garantindo competitividade e geração de empregos no estado”, afirmou.

Exportações

As exportações amazonenses seguem concentradas em produtos industriais e minerais. A Alemanha foi o principal destino no mês, com destaque para a exportação de ouro, que somou US$ 37,04 milhões e representou 94,39% da pauta exportadora para o país.

E a Argentina aparece como outro parceiro relevante, com a compra de motocicletas no valor de US$ 6,93 milhões, correspondendo a 57,89% das exportações destinadas ao mercado argentino.

Importações

Até março de 2026, os bens intermediários lideram com ampla margem, totalizando US$ 3,78 bilhões. Em seguida aparecem bens de capital (US$ 234,4 milhões), combustíveis e lubrificantes (US$ 199,4 milhões) e bens de consumo (US$ 58,1 milhões).

Entre os principais parceiros comerciais no mês de março, a China se destaca com a importação de outros suportes gravados, que somaram US$ 92,54 milhões (17,60% do total vindo do país). E a Coreia do Sul teve como principal produto exportado ao Amazonas as memórias digitais para placas de produtos eletrônicos em geral, com US$ 64,26 milhões (52,68% das importações originadas do país).

A série histórica das importações revela uma mudança de patamar a partir de 2021. Após queda em 2020, com US$ 9,12 bilhões, os valores cresceram significativamente, alcançando US$ 13,23 bilhões em 2021, US$ 14,18 bilhões em 2022, e US$ 12,63 em 2023. E em 2024, o estado registrou o maior volume da série, com US$ 16,14 bilhões, seguido de US$ 16,06 bilhões em 2025. Em 2026, até março, já foram contabilizados US$ 4,27 bilhões.

Interior do Amazonas

No interior, alguns municípios também se destacaram na dinâmica do comércio exterior. Presidente Figueiredo exportou ferro-ligas para a China, totalizando US$ 2,20 milhões. Manacapuru registrou exportações de peixes congelados para o Peru, somando US$ 772,2 mil.

Nas importações, Itacoatiara se destacou com a compra de óleos de petróleo da Rússia, no valor de US$ 37,79 milhões. E o município de Silves importou turborreatores dos Países Baixos, totalizando US$ 4,31 milhões.

Monitoramento

A Balança Comercial do Amazonas é um estudo mensal produzido pela Sedecti, com o objetivo de acompanhar o desempenho das relações comerciais do estado. A ferramenta permite analisar a evolução das exportações e importações, além de identificar setores econômicos e principais parceiros comerciais.

O painel completo está disponível ao público no endereço: https://balanca.sedecti.am.gov.br/balanca. Mais informações também podem ser acessadas no site oficial da Sedecti, na aba Portal do Planejamento.

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