Polícia

Preso investigado pela morte e ocultação de cadáver do pai, desaparecido desde 2019

As Forças de Segurança do Amazonas, por meio da Polícia Civil (PC-AM) e da Polícia Militar (PMAM), apresentaram em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (18 de maio) o resultado de uma ação integrada que culminou na prisão de Gabriel Maciel, de 33 anos. Ele é investigado pelo homicídio e ocultação do cadáver do próprio pai, José Maciel, policial militar aposentado que tinha 60 anos à época dos fatos e estava desaparecido desde setembro de 2019.

Durante a coletiva, o delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, destacou a brutalidade do crime, que causou grande comoção. Segundo ele, o caso se trata de um crime extremamente cruel, no qual um pai foi assassinado pelo próprio filho. A ocorrência chocou a todos pelo requinte de crueldade. De acordo com as investigações, a motivação estaria relacionada à intenção de subtrair duas armas da vítima para comercialização com o tráfico. O delegado lamentou profundamente a tragédia e se solidarizou com os familiares.

Guilherme Torres também ressaltou a rapidez da atuação conjunta das forças de segurança na elucidação do caso. Ele agradeceu à Polícia Militar pelo trabalho preliminar realizado no local, bem como ao Corpo de Bombeiros, que, assim que acionado, iniciou imediatamente as buscas. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) conduziu as investigações com celeridade e, infelizmente, constatou o pior desfecho.

O subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel PM Thiago Balbi, informou que a corporação foi acionada na manhã de sábado (16 de maio) para averiguar a denúncia de que um corpo estaria ocultado na zona oeste de Manaus. Conforme as investigações, José Maciel teria saído de casa para levar mantimentos ao filho, no bairro Nova Esperança. Durante a visita, ele foi brutalmente assassinado, e o corpo permaneceu ocultado no local, que apresentava grande quantidade de entulhos, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros. Assim que acionadas, as equipes compareceram com os equipamentos necessários para a retirada do corpo, que estava escondido há bastante tempo. O coronel destacou que a ocorrência demonstra a integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, trabalho conjunto que possibilitou a solução do caso pela Delegacia de Homicídios.

Conforme relato da companheira da vítima, José Moura Maciel foi até a residência de Gabriel, localizada no bairro Nova Esperança, e não retornou. Na ocasião, ao ser questionado pelos familiares, Gabriel informou que o pai teria viajado. Desde então, a vítima não foi mais vista, e o caso passou a ser tratado como desaparecimento.

O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), detalhou as investigações e a dinâmica do crime. Segundo ele, trata-se de um fato triste e macabro, mas que recebeu uma resposta rápida das forças de segurança. Gabriel, atualmente com 33 anos, assassinou o próprio pai. Ele é usuário de entorpecentes desde aquela época e havia sido afastado do convívio familiar. O pai era a única pessoa que ainda lhe prestava assistência, levando mantimentos mensalmente e oferecendo algum tipo de sustento. No dia do crime, Gabriel decidiu matar o próprio pai.

De acordo com as investigações, Gabriel, supostamente sob efeito de drogas, teria relatado a terceiros arrependimento pelo crime. A informação chegou ao conhecimento da companheira da vítima, que localizou o suspeito nas proximidades da Orla da Ponta Negra, onde ele se encontrava em situação de rua. No local, Gabriel confirmou o homicídio à madrasta e foi conduzido por ela ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Posteriormente, ele foi encaminhado à DEHS para os procedimentos cabíveis.

Na especializada, o suspeito confessou o homicídio e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido ocultado. Em razão do lapso temporal, a localização da ossada foi extremamente difícil. O local estava repleto de entulhos e demandou um dia inteiro de trabalho das equipes. A ocorrência chegou às 7h da manhã, e o corpo foi localizado por volta das 17h. Policiais civis, militares e o Corpo de Bombeiros permaneceram empenhados até a localização da ossada. A vítima foi enterrada de cabeça para baixo, dentro de uma cisterna, enrolada em uma rede.

O delegado acrescentou que, devido ao uso excessivo de entorpecentes, Gabriel não conseguiu detalhar a dinâmica exata do homicídio nem esclarecer se houve participação de terceiros. O inquérito policial seguirá em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime. Neste momento, o caso está elucidado, o autor encontra-se preso e a família finalmente poderá dar um sepultamento digno ao ente querido.

Ainda de acordo com a autoridade policial, Gabriel passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *