Política

Violência contra a mulher afasta trabalhadoras e impacta economia, alerta Alessandra Campelo

O aumento dos casos de violência doméstica no Brasil tem refletido diretamente no mercado de trabalho e na economia. Dados recentes apontam um crescimento de 313% nos afastamentos de mulheres de suas atividades profissionais em decorrência da violência, cenário que acende um alerta nacional.

No Amazonas, a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), reforçou que o enfrentamento à violência vai além da proteção individual e precisa ser tratado como uma pauta estratégica para o desenvolvimento do país.

“A violência contra a mulher afeta também a economia do nosso país. O aumento de 313% no número de afastamentos de mulheres do trabalho em decorrência de violência doméstica é alarmante”, destacou a parlamentar ao comentar o assunto na tribuna da Casa na última terça-feira (14/04).

Segundo Alessandra, a violência compromete não apenas a integridade física e emocional das vítimas, mas também sua autonomia financeira, sua permanência no mercado de trabalho e suas oportunidades de crescimento profissional.

“Combater a violência doméstica, além de ser importante para a vida da mulher, porque nós somos seres humanos e temos direito de viver num mundo sem violência, é importante para a economia também. As mulheres são molas propulsoras do desenvolvimento de um país. Se a gente não tem paz e segurança, muitas vezes somos afastadas do trabalho e do estudo por conta da violência”, afirmou.

 Atuação legislativa voltada à autonomia feminina

A deputada tem atuado de forma consistente na construção de políticas públicas que enfrentam não apenas a violência em si, mas também suas consequências sociais e econômicas.

Entre as iniciativas do mandato, destacam-se projetos voltados à proteção da autonomia econômica da mulher em situação de violência doméstica, criando mecanismos de salvaguarda patrimonial e garantindo condições para que a vítima rompa o ciclo de dependência financeira do agressor.

Outra frente importante é o fortalecimento da rede de proteção, com leis que ampliam o monitoramento de agressores, incentivam denúncias e garantem mais segurança para que mulheres possam reconstruir suas vidas com dignidade.

Violência é também um problema estrutural

Para Alessandra Campelo, os números reforçam que a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema privado, mas como uma questão estrutural que impacta toda a sociedade.

“Quando uma mulher é afastada do trabalho por causa da violência, não é só ela que perde. A família perde, a economia perde, o Estado perde. Por isso, enfrentar a violência contra a mulher é também uma agenda de desenvolvimento social e econômico”, concluiu.

A parlamentar segue à frente da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, ampliando campanhas de conscientização, ações educativas e atendimento às vítimas, com o objetivo de reduzir os índices de violência e garantir mais autonomia, segurança e dignidade às mulheres amazonenses.

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